Paulistinha

Na concentração do G. E. Renner, Paulistinha dorme com a bola (Foto Reprodução / Acervo Memorial)

Carlos Bermudez Guedes, o Paulistinha, por incrível que pareça, não nasceu em São Paulo. Paulistinha nasceu em Florianópolis em 23 de novembro de 1931, mesmo dia, mês e ano em que nasceu o lendário goleiro Valdir de Morais.

Por obra do destino, tanto Paulistinha, quanto Valdir de Morais e Breno Mello, três dos maiores craques rennistas, nasceram em 1931, ano de fundação do time dos industriários.

Predestinado a ser jogador de futebol, Paulistinha criou um vínculo com o esporte desde pequeno. Aos 7 anos, quando se mudou para São Paulo, em função das atividades profissionais de seu pai, então inspetor do Banco do Brasil, o craque começou a se afeiçoar pelo esporte. Sempre acompanhado de sua bola favorita, Paulistinha criou um vínculo com o futebol que o acompanhou pelo resto da vida.

Aos 14 anos, após passar a residir em Porto Alegre, a paixão pelo futebol já dominava os seus dias. Tamanho envolvimento levou Paulistinha a considerar a hipótese de treinar em um clube de futebol, feito que ocorreu em 1948, quando passou o jogar pelo Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. E foi ali, no time de juvenis do tricolor porto-alegrense, que o zagueiro recebeu o seu imperecível apelido: Paulistinha.

Pouco tempo depois de ser promovido ao time de profissionais do Grêmio, em 1951, o craque recebeu o convite para jogar pelo G. E. Renner. Paulistinha não titubeou. E as conquistas do campeonato citadino e do campeonato estadual pelo time do 4º distrito de Porto Alegre, em 1954, comprovaram que Paulistinha fez a escolha certa.

Jogando em alto nível, Paulistinha foi escolha inquestionável para a seleção gaúcha que disputou o campeonato brasileiro de seleções em 1955 e para a seleção brasileira que conquistou o Campeonato Pan-Americano de futebol no México, em 1956. Uma pena que Paulistinha não possa ter participado de tal conquista por estar cumprindo estágio no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR).

Em 1957, após cumprir o estágio no CPOR, Paulistinha passou a jogar pelo Internacional, clube que defendeu por pouco menos de um ano. Aos 26 anos, o Paulistinha-Catarina abandonou o futebol para de dedicar à agropecuária na cidade de Arambaré/RS.

Publicado por rennervive

Uma página dedicada ao Grêmio Esportivo Renner (1931-1959)

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