As façanhas continuam!

Quadro com as fotos dos jogadores e da diretoria do time campeão do campeonato de futebol amador de Porto Alegre de 1938 (Foto Reprodução / Acervo Memorial)

Os anos subsequentes à inauguração do Estádio Tiradentes foram de suma importância para o aprimoramento do plantel Rennista. A imponência do Estádio influenciou diretamente o ânimo dos jogadores e o que se via, no ambiente da fábrica, eram operários cada dia mais orgulhosos e dispostos a competir pelo clube. Afinal, pisar no gramado do Tiradentes era, além de uma fuga à dura realidade de trabalho, algo absolutamente grandioso para industriários acostumados aos ruídos fabris.

1938 foi o ano em que o contentamento dos jogadores de jogar pelo clube chegou ao ápice. Naquele ano, o campeonato inter-setorial da Renner & Cia foi especialmente competitivo e verdadeiros craques começaram a se destacar dentre o maquinário dos setores de Fiação, Feltros, Tecelagem, Oficina, Corte e Lojas. Após o encerramento desse torneio, Agenor Dias, o operário que fazia as vezes de treinador, reuniu os jogadores mais habilidosos já notados nas dependências da fábrica para o mais novo desafio que se apresentava para o ainda jovem clube: a conquista do Campeonato Amador da Série B.

Os adversários da competição amadora eram times também formados por trabalhadores de fábricas porto-alegrenses que atuavam em diferentes ramos. Força e Luz. Gerdau. Fiateci. Estivadores. Zivi. Hércules. Nacional. Circulistas. Eram grandes empresas e, sem dúvidas, formavam exímios times para o campeonato daquele ano. Tais agremiações, no entanto, apesar de possuírem excelentes jogadores, não conseguiram fazer frente ao implacável esquadrão formado pelo time Rennista. E foi assim, ao findar de um domingo ensolarado de 1938, que o time do 4º distrito levou o seu primeiro troféu para casa.

O sucesso do time amador se repetiu ainda nos três anos posteriores à primeira conquista do time alvi-rubro. Nesse período, de 1939 a 1941, então sob o comando de Antônio Bittencourt, o Gradim, operário do setor de tecelagem, o time Rennista não deu chances aos seus adversários e se afirmou de vez no cenário do futebol amador da capital gaúcha.

Gradim, o treinador das equipes campeãs de 1939 a 1941, em seu ambiente de trabalho (a tecelagem) (Foto Reprodução / Acervo Memorial)

Publicado por rennervive

Uma página dedicada ao Grêmio Esportivo Renner (1931-1959)

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