31/Maio / 1941 – 03/Outubro/2023, 82 Anos, 123 dias da tragédia.
A enchente de 1941 foi a maior já registrada em Porto Alegre.
Durante 22 dias, nos meses de abril e maio, as águas do Guaíba alcançaram uma cota de 4,76m, sendo que a média é de 1,0m.
O centro da cidade assim como todos os bairros do 4º Distrito, entre eles o Navegantes ficaram debaixo d’agua.
A Fábrica A. J. Renner & Cia. paralisou suas atividades, já que as aguas tomaram conta de todas as suas instalações. Os operários, entre os quais os jogadores do G. E. Renner ajudaram na retirada de parte dos equipamentos e da produção.
Gradim o técnico que trabalhava em um dos Teares da empresa também estava neste brigada de emergência. Os danos e prejuízos foram enormes.
Quando a chuva parou e as águas retornaram ao Guaíba, no seu leito normal o campeonato amador recomeçou. Os jogadores operários retornaram aos seus postos de trabalho seriamente danificados.
O G. E. Renner desfilou- se da L. A. P. A. em 1937 ingressou na AMGEA – Associação Metropolitana Gaúcha de Esportes Athéticos e já no ano seguinte sagrou-se Campeão Amador de P. Alegre.
Em 1941, ano da Trágica enchente que abalou a estrutura da Fábrica e do Clube o G. E. Renner comandado pelo Técnico Antônio Bittencourt, o Gradim, que comandava a equipe desde 1938, sagrou-se Tetra Campeão Amador de P. Alegre.
Muita garra, muita dedicação, muito amor pelo Clube e Fábrica, fizeram esta grande conquista.
Imagem 1: operários chegam a A. J. Renner para remover máquinas e equipamentos
Imagem 2: Gradim em suas atividades: operador de tear e treinador
Imagem 3: A. J. Renner alagada pela enchente que assolou Porto Alegre em 1941

